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Como funciona a aposentadoria e seu planejamento

Entender como funciona a aposentadoria é essencial e saber como planejá-la é algo que poucos sabem e é o que ensinamos neste artigo.

na imagem temos uma pessoa em casa cuidando e planejando suas finanças e economias pessoais | Como planejar e como funciona a aposentadoria?
Foto: wirestock

Aposentar e viver uma vida de qualidade é o sonho da maioria da população, mas esse sonho passa longe da realização. Ao menos é o que foi apresentado na pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BC). De acordo com a pesquisa, 6 a cada 10 brasileiros não se preparam para a aposentadoria, o que impossibilita a realização do sonho.

Apesar de ser muito falada e de ser uma pauta pulsante no cenário político-econômico do país, a aposentadoria é vista como algo a ser planejado somente quando se estiver mais velho. Para piorar, muitos acreditam que apenas a previdência pública vai promover a tão sonhada tranquilidade financeira na aposentadoria.

E não vai, né?

Então, neste artigo vamos te ajudar a entender e planejar sua aposentadoria para que ela te proporcione tranquilidade e conforto quando chegar o momento!

Vem comigo saber como se planejar e como funciona a aposentadoria!


O que você vai aprender


O que é aposentadoria

A aposentadoria é um direito que todo trabalhador tem após seus anos de prestação de serviço, sendo assim, podemos definir como um afastamento remunerado do trabalho. O benefício é garantido ao trabalhador e suas definições e requisitos básicos são determinados pela LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991. Entretanto, apesar do cunho jurídico e de direitos que o tema possui, a aposentadoria está também conectada ao imaginário de uma vida melhor.

Aqui no Brasil, a maioria das aposentadorias são ligadas à Previdência Social. Isso porque é descontado obrigatoriamente do trabalhador formal, incluindo autônomos, uma parcela mensal que abastece a Previdência Social. O valor referente a parcela é descontado em folha e está vinculado ao salário que o trabalhador recebe.

Planejar-se para ter uma vida tranquila na terceira idade é muito além de ter a garantia de poder desfrutar dos momentos e das experiências que sempre sonhou. Porém, o desafio está na organização das finanças e na mentalidade de “eu penso nisso depois”.

Primeiro é necessário a compreensão de que ter uma organização financeira hoje irá te promover um futuro tranquilo. Segundo, não há idade para começar a pensar na aposentadoria, quanto antes você fizer isso, melhor será. Aposentadoria é projeção, planejamento e organização.

Aposentadoria pública

Conhecida como Aposentadoria Social, ela está ligada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Previdência Social e a Receita Federal, e a sua contribuição é obrigatória a todo e qualquer trabalhador formal dentro do país, incluindo autônomos. O desconto da parcela de contribuição é feito diretamente em folha, ou seja, ele é descontado antes do trabalhador receber seu salário. É obrigação da empresa contratante repassar esse dinheiro ao Estado. 

Existem 4 modalidades de aposentadoria pública:

Tempo de contribuição

Esse tipo de aposentadoria leva em conta o tempo de contribuição do trabalhador, ou seja, o tempo em que ele passou a sua parcela para o INSS. De acordo com a lei vigente, o tempo de contribuição mínimo para mulheres é de 30 anos e de homens 35 anos.

Segundo o canal de comunicação oficial do país, a Agência Brasil, as regras para essa modalidade são:

 “Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 88 pontos (mulheres) e 98 pontos (homens)”, e;

 “Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 57 anos (mulheres) e 62 anos (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031”.

Idade

Aqui é levado em conta a idade que o trabalhador atinge. Para desfrutar deste benefício inicialmente é preciso que para homens se tenha 65 anos e mulheres 61 anos. E o tempo mínimo de contribuição para desfrutar desta modalidade é de 15 anos.

Invalidez 

Essa modalidade é chamada também de Aposentadoria por Incapacidade Permanente. Ela é destinada a pessoas que por algum motivo específico foram ou são incapacitadas de exercer seu trabalho. O benefício é válido enquanto a pessoa ainda estiver em situação de incapacidade e o INSS pode solicitar perícias médicas para a verificação do quadro. 

Especial

Esse é o tipo de benefício destinado a grupos de trabalhadores que exercem determinadas funções em empresas nas quais se expõem a agentes nocivos e que vão prejudicar a saúde e/ou sua integridade física. 

Aposentadoria Privada

Chamada também como previdência complementar, a Previdência Privada é uma das formas que o trabalhador pode utilizar para que futuramente possa ter uma estabilidade financeira mais compatível e até melhor do que a que se encontra.

O sistema de contribuição é simples, o contribuinte irá pagar uma quantia mensalmente, o chamado prêmio, para uma instituição – e essa instituição fará aplicações em investimentos, para devolver o valor com rentabilidade no futuro. 

Ao fazer essa contribuição o trabalhador poderá optar em receber todo o dinheiro de uma vez ou receber mensalmente uma quantidade, o que serve como uma complementação de renda. 

Todas as definições de tempo, valor do prêmio, taxa, benefício e demais aspectos referentes a Previdência Privada são discutidos junto ao contrato. Então, antes de sair por aí assinando contratos de previdência privada, faça uma pesquisa, busque compreender suas necessidades e qual é a melhor opção para você;

na imagem dois jovens uma menina e menino estão felizes e se abraçam, se divertem, seguram o telefone celular, estão empolgados com a ideia de um futuro financeiramente tranquilo |Como planejar e como funciona a aposentadoria?
Foto: Pixbay

Como funciona a aposentadoria?

Agora que você já conhece os tipos de aposentadoria, você precisa entender que a aposentadoria é baseada em 3 pilares, sendo eles: projeção, planejamento e organização. 

O funcionamento básico da contribuição e do recebimento é entendido como: para previdência social será algo que você fará obrigatoriamente e receberá de acordo com as definições estipuladas pelos poderes políticos, o que representa uma incerteza, já que há diversas reformas que visam impactar a vida de milhares de brasileiros. 

Para a previdência privada você terá que se comprometer com um contrato e será preciso uma pesquisa para encontrar a complementação ideal aos seus objetivos, sendo assim, você pagará mensalmente uma quantia e receberá no futuro o que foi determinado em contrato. 

Dito isso, você precisa estar ciente que:

Projetar

Antes de tomar qualquer decisão referente ao seu futuro, é preciso que você faça projeções. Comece com um exercício de imaginação, identifique quais são seus objetivos, metas, sonhos e como quer que eles se realizem. Esse é um exercício que será muito útil para que você compreenda quais serão suas necessidades financeiras. Neste exercício você precisa saber que esses desejos devem estar alinhados com o que você espera do futuro. É importante também levar em conta as particularidades de saúde, família, habitação, estilo de vida, lazer e demais aspectos.

Planejar

Após efetuar todas as suas projeções, chegou a hora de começar a se planejar para atingir aquilo que deseja como o futuro ideal. Comece traçando metas de curto, médio e longo prazo, assim você poderá ir aos poucos conquistando o que deseja. Nesse planejamento você precisa definir quais são as formas de investimentos e de renda que você pretende ter. Além disso, pontuar quais são os gastos que podem surgir. Faça essa etapa bem detalhada, ela será importante para os próximos passos.

Organizar

Sabemos que organização não é uma característica muito forte em todas as pessoas, mas, mesmo assim, ela é essencial para quem quer ter de fato a tranquilidade financeira durante a aposentadoria. Deste modo, após ter em mente como pretende chegar a sua aposentadoria dos sonhos, é hora de começar a colocar a mão na massa e fazer a sua organização financeira atual focada no futuro. Não há como fugir deste passo, você precisa saber detalhadamente quais são seus gastos e rendas atuais porque só assim poderá analisar quanto será necessário poupar e investir para conquistar o que projetou. Não existe milagre financeiro, então o segredo é ter determinação, visão e colocar em ação seus planos.

Com qual idade começo a pensar na aposentadoria? 

Não há idade ideal para começar a investir, bom mesmo seria se nossos pais já tivessem pensado nisso quando nascemos. Entretanto, essa é a realidade de pouquíssimas pessoas, ainda mais em um país onde somente 4 a cada 10 pessoas se preocupam com a aposentadoria. 

Caso ainda não esteja se preparando para o período conhecido como “a melhor idade”, a idade ideal para começar é a que você está agora. 

Não pense que tudo está perdido ou que você não tem mais o que fazer. Sempre é o momento de se planejar para a aposentadoria, porém a cada idade a dedicação e o valor da contribuição será diferente.

Quanto mais jovem você iniciar os investimentos em sua aposentadoria, menor será o valor que terá de aportar a cada mês. Você pode visualizar da seguinte forma:

  • 25 anos – investir 10% da renda
  • 35 anos – investir 20% da renda
  • 45 anos – investir 30% da renda
  • 55 anos – investir 40% da renda
  • 55 anos – investir 50% da renda

Após saber os detalhes sobre o quanto investir por cada tempo, é preciso que você também defina a idade que deseja aposentar. Essa definição pode ser muito relativa, já que você deve levar em conta aquelas projeções que traçou e o seu planejamento. Lembre-se que quanto menos tempo você tiver entre a sua idade e a que você deseja aposentar, maior será o aporte necessário.

Qual o valor ideal da aposentadoria? 

Esse é um quesito muito particular para cada um, porque ele está completamente atrelado ao seu objetivo de aposentadoria ideal. Por isso, para ajudar nesses cálculos, você precisa levar em conta cada uma das suas particularidades e sonhos. Além disso, você deve levar em conta a inflação – para entender mais detalhes sobre ela, é só clicar aqui, pois ela poderá influenciar nesse valor.

Assim como pensamos na reserva de emergência, também devemos pensar na aposentadoria. Mas, muita atenção! Os tipos de custo em cada etapa da vida são diferentes. O que se gasta hoje, não será o mesmo daqui 20 anos. Desta forma, use o cálculo da reserva de emergência como base para pensar a sua aposentadoria. 

Por exemplo, faça o cálculo de quanto você gasta mensalmente, faça a projeção baseada no histórico inflacionário e pense no quanto deseja receber como renda mensalmente no futuro.

Fique atento: os gastos de aposentados geralmente são 20% menores, mas não é uma regra. 

Sabemos que fazer todas essas contas podem ser um pouco complexas, por isso, graças a internet, possuímos diversas ferramentas de auxílio. A seguir você pode ter acesso a algumas delas:

  1. Calculadora da aposentadoria | VEJA.com (abril.com.br)
  2. Calculadora de aposentadoria (dieese.org.br)
  3. Calculadora do Cidadão (bcb.gov.br)

As duas primeiras calculadoras acima irão te ajudar a saber quando você irá conseguir se aposentar seguindo as regras do INSS, a terceira irá te ajudar a calcular os demais investimentos do mercado. Elas serão essenciais para você ter conhecimento de quanto e quando receberá das suas contribuições à previdência (privada e social) e, assim, você poderá fazer seu plano para ir atrás daquele valor que será compatível com seu objetivo final.

 Para isso, você precisa conhecer outros tipos de investimento, então segue a leitura que vamos contar mais sobre eles para você.

na imagem um homem e uma mulher idosos aproveitam seu tempo após a aposentadoria juntos com um cachorro em um jardim com piscina | Como planejar e como funciona a aposentadoria?
Fonte: freepik

Investimentos para o futuro

Anteriormente, citamos dois tipos de investimentos em previdência que vão ser fontes de renda no seu futuro, porém, será que eles vão atender de fato o que você deseja como futuro? 

Ao pensar nisso, você vai chegar a conclusão de que precisa de outros investimentos que assegurem a conquista da sua liberdade financeira e de uma aposentadoria tranquila. 

Renda fixa 

A renda fixa é o investimento do investidor conservador, ou seja, seu risco é baixo e sua rentabilidade também é baixa. Esse estilo de investimento é para a pessoa que busca tranquilidade ou que não esteja disposta a se aprofundar no mundo dos investimentos. Além disso, é na renda fixa que você precisa fazer a sua reserva de emergência, portanto, é preciso entender que a renda fixa possui diversas modalidades com liquidez diferente para cada tipo. Confira alguns investimentos desta modalidade: 

  • Tesouro Selic (pré e pós-fixado); 
  • LC;
  • LCI; 
  • LCA ;
  • CDB;
  • Poupança (nada recomendável); 
  • Debêntures, 
  • CRI; 
  • CRA; 
  • Títulos Públicos.

A renda fixa dá uma segurança maior ao investidor, já que se trata de papéis atrelados a índices, certificados e títulos que são estáveis quando comparados com a renda variável. 

Renda variável

Essa é a famosa modalidade dos filmes de bolsa de valores, mas sem aquela loucura toda, já que o sistema de investimento em renda variável mudou muito e se tornou muito mais fácil e acessível. 

Em resumo, renda variável é o investimento que você faz sem a previsibilidade de sua rentabilidade. É um investimento com mais risco, mas os rendimentos são bem maiores. 

Ao contrário da renda fixa, a renda variável não possui a estabilidade dos certificados e títulos, além de ter algumas boas particularidades – o que exige estudo e cuidado. Entretanto, os rendimentos que ela oferece são muito mais benéficos, já que a partir dela você poderá ter uma renda passiva considerável com o recebimento de proventos vindos dos seus investimentos ou através do lucro do ativo – e essas são apenas duas formas de ganhar dinheiro na renda variável. 

Ou seja, você vai receber um valor por estar posicionado naquele investimento e poderá ganhar também em cima da venda do ativo ou cota. 

Alguns dos investimentos em renda variável são:

  • Ações;
  • FIIs;
  • Commodities;
  • Contratos Futuros;
  • ETFs;
  • Opções;
  • Moedas e fundos cambiais;
  • Criptomoedas.

Ao contrário do que se pensa, o investimento em renda variável não é algo para quem tem dinheiro e sim para quem quer fazer dinheiro. Porém, para fazer dinheiro na bolsa de valores é necessário estar disposto a estudar e aprender sobre o mercado financeiro, além de entender que não existem milagres nem rentabilidades extraordinárias e que sua estratégia precisa estar alinhada aos seus objetivos de vida. 

Planejando um investimento de forma estratégica

O planejamento estratégico de investimentos precisa estar totalmente alinhado ao que você colocou em seu planejamento de vida, aquele que citamos mais acima aqui no artigo. No planejamento você precisa estar ciente dos tipos de investimentos que existem e como eles se encaixam dentro dos seus planos.

Conheça o seu perfil como investidor

Uma regra básica para qualquer investidor iniciante é ter o conhecimento do seu perfil, pois os tipos de investimentos atendem a cada grupo, sendo eles conservadores, moderados ou arrojados. Para saber essa informação, você pode fazer os testes que as próprias corretoras oferecem.

Organize suas finanças

Antes de fazer aplicações, você precisa ter conhecimento de como anda a sua saúde financeira. Para fazer este controle você pode usar planilhas, cadernos, planners, aplicativos ou um bloco de notas. O importante é que você possa visualizar onde há gastos e onde há ganhos e que essa visualização seja organizada. 

Elabore seus investimento 

Para elaborar seus investimentos, você precisa ter a palavra diversificação como guia. Bons investidores nunca colocam todo o seu dinheiro em um só investimento, por isso a renda variável é uma ótima aliada para quem deseja atingir a liberdade financeira, já que a diversificação é uma forte característica deste tipo de renda.

Faça acompanhamentos e análises contínuas

Acompanhe, analise e veja o que tem valido a pena e o que pode ser melhorado. Investimentos precisam de acompanhamentos. Primeiro para que se tenha certeza que eles estão correspondendo ao que planejamos e segundo para que saibamos se é hora de mudar o caminho ou continuar como está. Então, não pare de estudar sobre o mercado porque só com conhecimento você vai saber se o investimento está valendo a pena.

A previdência privada é uma boa? 

Ela pode sim ser uma boa opção, desde que você tenha clareza do que está fazendo. Por isso, ressaltamos novamente a necessidade de pesquisar e identificar cada um dos onus e bonus que cada plano de previdência privada oferece.

Um ponto positivo, por exemplo, é que a previdência privada não entra no processo de inventário.

O simples fato de comprovar que é herdeiro já garante o direito de sacar a previdência sem precisar adicionar este investimento no processo de inventário.

Ou seja, é bem menos burocrático e a previdência privada é o único investimento que tem essa prerrogativa.

Além disso, você precisa entender que talvez só ela não seja suficiente. O recomendável é que você busque conhecer o benefício dos outros tipos de investimentos para encaixá-los dentro do seu plano de aposentadoria.

Por que não dá pra depender do INSS 

Você sabia que mesmo contribuindo com a previdência social, você pode receber menos que o seu salário? Isso acontece porque há regras que delimitam a porcentagem e até mesmo há um teto máximo que a previdência repassa para o aposentado. Esse é um dos motivos que não dá pra depender do INSS, pois essa limitação pode te impedir de ter a sua tranquilidade financeira.

O INSS sofre também com o fator previdenciário, que é uma constante que levamos em consideração na hora de fazer o cálculo de recebimento da aposentadoria. Esse fator está cada vez mais defasado.

Outro fator importante são as incertezas políticas e econômicas. Nos últimos anos a discussão sobre reformas e alterações em todo o sistema previdenciário cresceu e, muitas dessas mudanças, não são atrativas para o futuro do trabalhador. 

Sendo assim, depender somente do INSS é não ter a certeza que poderá manter ou até mesmo ter o futuro que projeta ter.

Aprenda a investir no seu futuro

Agora que você já viu tudinho sobre a aposentadoria, você já está pronto ou pronta para tomar as decisões corretas para o seu futuro. Lembre-se sempre de buscar o máximo de informações sobre cada tipo de investimento e, além disso, não pare de estudar sobre finanças. Afinal, a melhor pessoa para cuidar do seu dinheiro é você.

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