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Guia completo sobre os Títulos Públicos

Conheça neste artigo tudo sobre os Títulos Públicos: o investimento em renda fixa conhecido pela segurança que passa para o investidor.

na imagem mulher fazendo cálculos | Guia completo sobre os Títulos Públicos
Foto: Pexels

Se você chegou neste artigo, provavelmente já sabe ou então descobrirá agora: a poupança é o pior investimento de renda fixa a se fazer. Mesmo sendo culturalmente a queridinha dos brasileiros, presente na carteira de 89% dos investidores, ela representa um ganho real negativo ou ínfimo perto dos demais investimentos. 

Então, se você está aplicando o seu rico dinheiro na caderneta, sugerimos que faça um favor para o seu futuro e mude sua estratégia de investimentos.

Nesse guia completo sobre os Títulos Públicos, vamos dar a você bons detalhes sobre essa modalidade de investimentos em renda fixa que vão ser bem mais interessantes para o seu bolso! 

Vem com a gente aprender como se preparar para o futuro!


O que você vai aprender:


Títulos Públicos: O que são?

Os títulos públicos são papéis emitidos dentro do que chamamos de renda fixa, ou seja, são papéis que possuem uma rentabilidade projetável no momento em que você se posiciona nele. 

Especificamente, eles são emitidos para custear a dívida pública. Sendo assim, os títulos públicos são uma forma de você emprestar dinheiro ao Governo para que ele possa realizar pagamentos, investimentos em infraestrutura, educação e outras atividades financeiras da federação.

Estes papéis são emitidos pelo Governo Federal através do Tesouro Direto – que é uma parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional e a BMF&F Bovespa. Sua negociação é intermediada por uma corretora ou instituição financeira. 

Além disso, a parceria tem como propósito facilitar o acesso de pessoas físicas a estes papéis, por isso a aplicação mínima gira em torno de R$30,00. A compra e venda são feitas pelo Banco Central do Brasil (BC) o que garante uma estabilidade e segurança ao investidor.

Falando em segurança, o investimento desta modalidade é considerado o mais seguro, algo que podemos chamar de “ativo livre de risco”. 

Devido ao fato de serem papéis governamentais, as chances de calote são baixíssimas já que caso isso aconteça, significa que o sistema financeiro nacional está em colapso. 

Assim como os demais investimentos, os Títulos Públicos possuem algumas particularidades, tipos, vantagens e desvantagens. Segue a leitura para saber mais!

Vantagens 

  • Segurança é o segundo nome destes investimentos, já que possuem a garantia do Tesouro Nacional;
  • Diversificação de rendimentos devido aos tipos de aplicações que podem ser feitas;
  • Liquidez D+1, ou seja, você tem seu dinheiro na conta um dia útil após a solicitação do resgate;
  • Aplicação fácil e acessível, porque dá para começar com cerca de R$30,00.

Desvantagens 

  • Eles podem sofrer incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e vão sofrer incidência de Imposto de Renda (IR) seguindo as tabelas de tributação;
  • Há uma taxa de custódia de 0,3% anual cobrada pela B3. Ela é cobrada acima do valor total – investimento e lucros;
  • Particularidades de volatilidade, já que investidores despreparados podem se assustar com o andamento econômico e assim ter desafios para manter a carteira e estratégia;
  • Oscilações políticas e econômicas afetam as taxas de retorno do Tesouro Direto. Por isso é necessário ter atenção ao vencimento e ao tipo de título adquirido.
Guia completo sobre os Títulos Públicos
Foto: Unsplash

Quais são os tipos de Títulos Públicos?

Os títulos públicos podem estar classificados em dois modelos. 

Primeiramente aqueles que recebem o nome de prefixados, o que significa que ao fazer uma aplicação neste tipo de título você saberá o valor exato da rentabilidade que receberá na data do vencimento. É importante reforçar que neste tipo você poderá ter valorização ou desvalorização do seu dinheiro devido às oscilações nos índices inflacionários. 

O segundo tipo de título são aqueles que são indexados pela taxa básica de juros (Selic), ou pela inflação (IPCA). No segundo dos títulos indexados pelo IPCA existe uma garantia de que haverá um ganho real acima da inflação.

Tesouro Prefixado

Esse título possui a sua rentabilidade já preestabelecida no ato da compra. O seu rendimento está atrelado à taxa Selic e pela expectativa de mercado, o que apresenta uma certa volatilidade. O investidor só receberá o lucro na data de vencimento

Tesouro Prefixado com juros semestrais

Possui as mesmas características do tesouro prefixado, entretanto, o pagamento de juros é recebido a cada 6 meses (junto ao pagamento há o recolhimento do IR). 

Tesouro IPCA+ 

Este título está dentro da categoria de pós-fixado, o que significa que sua rentabilidade só será descoberta na data de vencimento. Entretanto, a sua rentabilidade está conectada ao índice que mede a inflação – IPCA e mais um taxa pré-definida (prêmio). Desta forma, o título garante que o investidor terá um rendimento acima da inflação. O saque do valor com juros deve ser feito na data do vencimento.

Tesouro IPCA+ com juros semestrais 

Esse investimento segue os mesmos parâmetros que o anterior, a sua diferenciação está no recebimento de juros a cada 6 meses, neste caso também há desconto do IR sempre no pagamento dos juros.

Tesouro Selic

Este é o mais famoso dos investimentos em títulos públicos, o seu rendimento está atrelado à taxa Selic e a sua liquidez é D+1, ou seja, é possível efetuar o resgate um dia após a solicitação sem perder a rentabilidade. 

Orientados para:

Acúmulo de patrimônios

Tesouro IPCA+

Tesouro Prefixado

Tesouro Selic

Reservas e manutenção

Tesouro Selic

Tesouro IPCA +

Renda passiva

Tesouro IPCA+ com juros semestrais

Tesouro Prefixado com juros semestrais

Como eles funcionam e como são negociados? 

Como dito anteriormente, os títulos públicos são uma forma de empréstimos no qual a pessoa física, cidadã portadora de CPF, entrega ao Governo Federal uma quantia X em troca de uma rentabilidade preestabelecida ou atrelada aos principais índices econômicos do país. 

Sendo assim, os investimentos em títulos públicos são totalmente influenciados pelas oscilações na Selic e no IPCA, pois é através deles que será possível verificar se determinada aplicação é rentável ou é um “mico” – nome para investimentos ruins. 

Essas oscilações que ocorrem durante o período de compra até a venda, influenciados pelos índices econômicos e pelo humor político econômico são chamados de marcação de mercado.

A negociação desta modalidade de investimentos é feita através das corretoras, bancos, instituições financeiras e também diretamente do site do Tesouro Direto. Mas, para todas as opções você precisa estar cadastrada/o em uma corretora ou banco de investimentos.

A compra e venda é efetuada através destas plataformas, custodiadas (guardadas) pela  BM&FBovespa e os títulos são cadastrados no seu CPF.

Guia completo sobre os Títulos Públicos
Foto: unsplash

Como posso investir em títulos públicos? 

Para investir em títulos públicos não há muitos segredos. Inicialmente é necessário que tenha uma conta em uma corretora e que saiba o seu perfil de investidor, porque será através dessa identificação que você poderá traçar o quanto da sua carteira os títulos públicos poderão ocupar.

Após esses dois passos você precisa ter clareza da sua estratégia para cada investimento. Pense o que quer fazer com cada uma das suas aplicações e qual será o objetivo final para elas. Por exemplo, caso queira fazer uma reserva de emergência, pode optar em investir em tesouro selic, já que este possui liquidez e segurança favoráveis ao respectivo objetivo. 

Lembre-se de elaborar metas claras. Pode ser um investimento para aposentadoria, comprar um imóvel, fazer uma viagem ou realizar um sonho, o importante é saber qual será o objetivo. 

Após isso, pense também se será um investimento único ou com aportes mensais, quanto ele vai comprometer do seu orçamento mensal, o quanto irá aportar – colocar mensalmente no investimento, e o quanto irá investir no início. 

Seguindo essas definições é só fazer uma transferência para sua conta da corretora, acessar a plataforma, buscar pelos produtos do tesouro que ela oferece e fazer a sua aplicação. Lembre-se de ficar sempre de olho no cenário econômico, mas sem se desesperar, pois você terá uma estratégia e precisa ser fiel e fazer apenas mudanças que sejam benéficas a ela.

Riscos (É possível tomar calote do governo?)

Os Títulos Públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, são papéis do Governo Federal. Logo, a probabilidade de levar um calote é muito próxima de zero. 

Não é atoa que muitos investidores chamam esses títulos de “ativos livres de risco”. Isso porque caso o Governo não faça o pagamento destes ativos, significa que o país está em um colapso econômico completo.

O risco que acontece é o da desvalorização da modalidade de investimento, já que com a taxa de juros baixa e com a inflação controlada, investimentos em renda variável se tornam mais interessantes ao investidor.

Qual é a tributação sobre os títulos públicos? 

Assim como os demais investimentos em renda fixa, os títulos públicos sofrem a incidência de IOF – Imposto sobre Operações Financeiras, nos primeiros 30 dias e estão sujeitos a tabela regressiva do Imposto de Renda. 

IOF  

O IOF é uma tributação que pode ser cobrada entre os 30 primeiros dias do investimento e possui caráter regressivo. Pensando assim, de acordo com o passar dos dias o valor do tributo é reduzido tendendo a chegar a zero no trigésimo dia. 

Dia após aplicaçãoIOF em %Dia após aplicaçãoIOF em %
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%
1550%300%

IR

Os investimentos no tesouro não são isentos de IR. Entretanto, não é necessário fazer o pagamento de uma DARF como em investimentos em ações, já que o desconto nesta modalidade é feito diretamente na fonte. O IR segue a tabela progressiva por tempo saindo de 22,5% para menos de 180 dias até 15% para mais de 720 dias.

Prazo de aplicaçãoAlíquota do IR
Até de 180 dias22,5%
Entre 181 dias e 360 dias20%
Entre 361 dias e 720 dias17,5%
Acima de 721 dias15%

Taxa de Custódia

Uma taxa anual de 0,3% é cobrada pela B3 para a custódia do título. O valor incide sobre o valor total da aplicação somada aos lucros. Pode haver também a cobrança de taxa de administração a depender do local que fará suas aplicações.

Comparativo títulos públicos x mercado de ações 

Foto: Unsplash

Poderíamos comparar esses dois universos do mercado financeiro? Bem, talvez uma comparação não seja muito coerente para falarmos sobre como cada um dessas modalidades podem ajudar a construir o seu patrimônio. 

Isso, pois, há um estigma e muitas falsas crenças que rondam cada uma delas. Por isso, vamos começar esclarecendo que ambos possuem ótimos benefícios, mas objetivos diferentes e podem andar lado a lado para uma diversificação melhor.

Os títulos públicos são boas opções para pessoas que preferem uma zona mais confortável e não gostam de passar um pouco mais de risco em troca de mais lucros. 

Esse tipo de investimento é muito recomendado para quem quer construir uma reserva e manter uma estabilidade financeira futura, já que a rentabilidade é mais baixa e pensada a longo prazo e sua volatilidade é mais controlada.

O mercado de ações é indicado para pessoas que possuem um perfil mais corajoso, ou seja, estão dispostas a correr um pouco mais de risco para obter rentabilidades muito mais lucrativas. 

Apesar de ser um local onde se há desafios, o mercado de ações possui muitos benefícios para pessoas que buscam ter renda passiva e projetam suas vidas muito além da estabilidade. 

Atuar em renda variável torna o sonho da liberdade financeira mais próximo, já que é possível construir patrimônio de forma mais rápida que em renda fixa devido a volatilidade e os proventos que trazem mais lucros ao investidor.

O estigma de falta de segurança do mercado de ações se contrapõe à segurança que o título público efetivamente apresenta. Entretanto, há formas de se preparar para driblar a insegurança que a renda variável aparenta ter. 

Como um investidor conservador pode se preparar entrar no mercado de ações 

Há duas formas para se preparar para entrar no mercado de ações, e ambas envolvem uma única coisa: estudo e conhecimento. Além disso, é preciso estar disposta/o a aprender, pois será a partir desta disposição que os objetivos serão alcançados.

Não há como entrar para o mercado de ações sem antes ter conhecimento do que acontece nele, por isso a primeira forma é buscar por informações sobre a bolsa de valores e as suas peculiaridades. 

A segunda forma é também buscar conhecimento, mas ao invés de fazer tudo sozinha/o, você terá um caminho para seguir indicado por quem já percorreu todo este caminho e conhece tanto o mercado de renda fixa quanto o de renda variável.

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