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Guia: É melhor alugar ou financiar um imóvel?

Um dos grandes dilemas que algumas pessoas enfrentam em suas vidas é o de alugar ou financiar um imóvel. O que é bem compreensível, afinal, ter uma casa própria pode ser um sonho ou até mesmo uma necessidade.

Mas, nestes casos, não seria meio óbvio que comprar uma casa seria a melhor opção?  

Nãozinho! 

Não tem nada de óbvio nisso, porque há diversos fatores a serem analisados que vão desde a situação financeira até estrutura familiar, sonhos e metas. 

Por isso, se você chegou até aqui é porque ainda tem aquela pulguinha atrás da orelha para saber qual é a melhor opção e nós aqui da Positive Company preparamos um guia bem maravilhoso com tudo que você precisa avaliar para saber qual é a melhor opção para você!

Bora lá…

Comece sendo realista… de verdade!

Uma das máximas que sempre falamos aqui na Positive Company é a de que tudo deve ser analisado a partir da nossa realidade. Não adianta muito você querer alugar uma mansão, se a sua renda é compatível com um apartamento padrão. 

Sendo assim, comece analisando a sua realidade atual e, além disso, faça uma projeção de onde quer chegar. Isso será crucial na hora de tomar uma decisão mais assertiva sobre seu imóvel.

Outro fator extremamente importante é lembrar que aqui também estamos falando sobre sonhos, ou seja, comprar uma casa própria se trata também de uma questão emocional. E não comprar também, afinal, às vezes há pessoas com o sonho de viajar para vários lugares, morar em outro país ou, até mesmo, simplesmente o de poder ter a liberdade de transitar em diversos espaços. 

Tenha essas informações em mente, você precisa ter clareza de qual é o seu objetivo, pois isso irá influenciar muito na hora da decisão.


Alugar ou Financiar: uma relação de Risco-Retorno

CASAL ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER ASSINA CONTRATO ENQUANTO RECEBE AS CHAVES DA SUA CASA

Foto por freepik – br.freepik.com

Tomar a decisão de alugar ou financiar é de fato algo que demanda muito cuidado e pesquisa. E quando damos ênfase neste muito, é para você realmente ficar atenta. O primeiro passo para analisar o risco-retorno que cada opção oferecerá a você será o da pesquisa. Verifique as opções que você tem em mente, anote cada taxa, etapas burocráticas que terá que passar, tenha bastante paciência e não aja sem cautela.


Termos Importantes

Amortização: parte do capital que está sendo devolvida para o banco.

Juros: porcentagem referente ao aluguel do dinheiro que incide acima do saldo da dívida.

Saldo devedor: Valor referente ao total da dívida.


O que é financiar um imóvel?

De modo geral, o financiamento trata-se de uma forma de facilitar uma compra. Nele o comprador paga uma quantidade X – o valor depende de cada imóvel e instituição, para o vendedor e solicita um empréstimo do valor restante a uma instituição financeira. Desta forma, o comprador poderá dividir a sua compra em até 35 anos e deverá pagar ao banco mensalmente o valor da parcela definida. É válido lembrar que essa parcela é acrescida de juros que podem acompanhar a oscilação econômica ou, até mesmo, serem fixos.


O que é alugar um imóvel?

Alugar um imóvel é uma das formas mais tradicionais e, provavelmente, você sabe como funciona. Mas, caso não saiba, é bem simples: um proprietário de um imóvel disponibiliza o espaço para que outra pessoa ocupe, em troca será pago uma quantia determinada dentro das diretrizes de um contrato. 

Tudo tranquilo até aqui, não é mesmo?

Agora que já sabemos o que é cada uma destas opções, vamos aos pontos que você deve ficar atenta antes de tomar sua decisão final.

Para isso, vamos pensar em números, mas não iremos passar a fórmula que usamos para fazer simulações, pois você poderá conferir alguns simuladores que facilitam a vida ao fim do texto, combinado? 

Então segue a leitura para entender tudo e tomar a decisão certa para você.

Como já citamos lá em cima, para fazer um financiamento é preciso dar um valor na entrada.

Geralmente as instituições pedem que o valor mínimo de entrada seja de pelo menos 20%* do valor total do imóvel. Na prática, se você for comprar um imóvel de R$500.000,00, irá dar entrada mínima de R$100.000,00.

*Há instituições com programas de financiamentos com entradas menores, como Itaú e Santander.

Outra regra comum nas instituições é de acordo com o valor da parcela. A Caixa por exemplo determina que as prestações dos financiamentos de imóveis não podem comprometer mais do que 30% da sua renda familiar total. Nos simuladores você poderá analisar os diversos cenários possíveis.

Já que estamos falando sobre valores de entrada e de guardar dinheiro, vamos pensar sobre os rendimentos que este valor pode trazer. Há diversas formas de fazer o seu dinheiro render, desde a renda fixa até a renda variável – onde o dinheiro poderá dar bons retornos. 

Em alguns casos, o valor aplicado em um investimento pode render um valor igual ou até mesmo superior ao do seu aluguel. Nesse sentido, é preciso analisar quais investimentos podem ser feitos a fim de obter esses rendimentos.

“Ah, mas Imóvel é um investimento”… Espera aí que não é bem assim!

Você provavelmente já ouviu alguém falando que iria comprar uma casa para “investir” o dinheiro, entretanto, imóvel não é ativo e sim um passivo – resumindo, ele não irá lhe dar retorno financeiro, e essa é uma coisa que você precisa ter plena consciência. 

Se o seu objetivo for comprar uma casa com esse intuito, o de investir, talvez não seja a melhor opção, já que existem outras formas de aplicar esse dinheiro para ter uma renda extra, como em FIIs – Fundo de Investimento Imobiliários, mas esse é assunto para outro texto.

Portanto, quando for avaliar lembre-se de contabilizar os custos que cada opção trará a você. Para cálculos mensais, você pode usar o seguinte exemplo:

 

Aluguel:

Valor do aluguel + condomínio + IPTU + Energia + Água + Internet + Gás + Depósito Caução + seguros

(Há opções em que IPTU, energia, água, Internet e gás estão embutidos no condomínio).

 

Financiamento: 

Valor da parcela + condomínio + IPTU + Energia + Água + Internet + Gás + futuras reformas + registos + burocracias

(Lembre-se do comprometimento da renda, afinal, está poderá ser a maior e mais longa compra que fará).

 

Agora conheça 5 simuladores para você não tomar decisão com emoção

Aqui iremos deixar 5 simuladores para você poder avaliar as condições ideais para você financiar o seu imóvel.

Simulador de Financiamento Imobiliário 
Simular Financiamento de Imóvel: TR + Juros SAC 
Calculadora do Cidadão 
Calculadora: Compra vs. Aluguel. Qual é melhor? 
Alugar ou Financiar – Simulador 

 

Checklist do Imóvel: O que você precisa saber

• A inflação está aí e você precisa ficar de olho nela

O Brasil é conhecido por ser um país com uma economia no estilo montanha russa, dias de altas, dias de baixa e pouca estabilidade. A inflação e os indicadores atrelados a ela, são índices que são usados para dar referência para a valorização do imóvel – importante na hora da compra e da venda – e também na rentabilidade dos investimentos. Você precisa ficar de olho para perceber boas oportunidades.

A Taxa Selic pode mudar

A Selic é a nossa taxa básica de juros, ou seja, ela influencia diretamente todas as questões econômicas. Selic alta significa que o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento vai subir também. Além disso, investimentos atrelados a ela tornam-se mais atrativos se ela está alta, ou seja, é melhor aplicar o dinheiro da entrada e fazer aportes para receber rendimentos, do que pagar juros altos.

• Fique de olho na entrada

Lembre-se que quanto maior a entrada, menor será a parcela. Entretanto, fique de olho nas opções de aplicação e de rendimento que o valor pode render. O valor de entrada pode ser uma ótima oportunidade de obter rendimentos.

O reajuste no valor do aluguel também deve ser observado

Pode ser uma vantagem financiar ao invés de alugar quando os juros estão baixos, por isso avalie o que será mais viável em questões de taxas. Sempre verifique todas as taxas aplicadas a cada uma das opções.

A diferença de valor da prestação – aluguel precisar ser observada

Às vezes o valor do aluguel pode ser menor que o de uma parcela do financiamento, a diferença entre os dois pode se tornar um investimento e gerar uma fonte de renda passiva.

 

Não vai embora sem falarmos de sonhos…

Depois de falar sobre esse montão de coisas, espero que você já esteja ciente que o processo de decisão entre alugar ou financiar um imóvel deve ser bem pautado diante dos números e das questões financeiras.

Porém, há um critério que você deve colocar na balança na hora de decidir o que é o ideal para você.

No começo deste texto falamos para você fazer uma projeção de onde gostaria de chegar e agora, após saber e fazer todos os passos “técnicos” da análise, chegou o momento de visualizar se ter uma casa é uma questão de desejo/sonho, necessidade ou se é algo que você precisa ter.

Não se apegue somente às simulações, é preciso que você avalie cada um dos aspectos que te motiva a comprar ou alugar uma casa. Não há como seguir em um caminho se a gente não sabe onde estamos indo, por isso, trace qual é o seu objetivo e se planeje para conquistá-lo!

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