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A Nova Onda do ESG

Seja você um investidor novato ou veterano, é provável que a sigla do ESG tenha surgido em algum momento durante os seus estudos. Esse artigo vai contar tudo sobre essa nova onda e a grande importância que ela tem no longo prazo.

Na imagem os três pilares do ESG - meio ambiente, social e governança

Quais são os critérios que definem a excelência de uma empresa? 

Muitos podem dizer que essa qualidade pode ser atribuída àquelas empresas que geram lucros estrondosos. 

Mas, nos últimos anos, um movimento fortalece a ideia de que nem tudo é sobre o dinheiro. 

Nas próximas linhas você vai aprender sobre a nova onda do ESG que, apesar de não ser realmente nova, com certeza está na sua maré mais forte.  

Quais são os critérios que definem a excelência de uma empresa? 

Muitos podem dizer que essa qualidade pode ser atribuída àquelas empresas que geram lucros estrondosos. 

Mas, nos últimos anos, um movimento fortalece a ideia de que nem tudo é sobre o dinheiro. 

Nas próximas linhas você vai aprender sobre a nova onda do ESG que, apesar de não ser realmente nova, com certeza está na sua maré mais forte.  




O que você vai aprender: 




O que é o ESG?

A sigla ESG diz respeito a três palavras, Environmental, Social e Governance. Na tradução para o nosso português seria o mesmo que meio-ambiente, social e governança

Antes de explicar o contexto dos termos, vamos imaginar o seguinte cenário: 

Uma empresa que possui um lucro líquido anual de R$200 milhões, possui receitas crescentes, tem uma dívida controlada, paga bons dividendos e está em ampla expansão. 

Uau, né? A primeira vista parece um ótimo lugar para investir uma grana. 

Só que e se a continuação dessa história fosse assim:

Essa empresa também teve um aumento de 20% nas emissões de gases poluentes nos últimos anos e nenhuma política a vista para reduzir esse número. Os funcionários são praticamente 100% homens brancos e cis, a empresa não tem o costume de respeitar as regras de segurança do trabalho e a governança não é nada transparente. Essa empresa também costuma pagar propina para funcionários e agentes do estado para ganhar vantagens sobre os concorrentes em licitações de contratos.

E aí? A empresa continua sendo vantajosa ou você ligaria vários sinais de alerta?

Eu sei que eu tomaria muito cuidado. 

O ESG serve justamente para que eu e você possamos identificar quais são as empresas realmente sustentáveis ao longo prazo e que se importam com o meio social, ambiental e administrativo na qual estão inseridas.

Para entender melhor a responsabilidade de cada inicial:

E – Environmental (Meio-Ambiente)

A empresa deve:

– Controlar e diminuir as emissões de gases poluentes
– Proteger as fontes de recursos naturais
– Reduzir o consumo de energia não renovável (geradas através do uso de petróleo, carvão mineral, gás natural) e aumentar o uso de energia renovável (energia solar, eólica, hídrica)
– Diminuir as quantidades de lixos gerados- Separar e destinar os lixos de forma correta
S – Social 

A empresa deve:

– Respeitar e assegurar os direitos do colaborador
– Promover a diversidade na formação do quadro de seus trabalhadores 
– Promover e melhorar as condições de trabalho
– Promover e cuidar da saúde dos colaboradores
– Não possuir mão de obra infantil
– Não possuir regimes análogos a escravidão
– Desenvolver programas que insiram a comunidade na realidade da empresa e vice-versa
G – Governance (Governança)

A empresa deve:

– Manter uma gestão transparente
– Possuir um conselho de administração independente aos presidentes/gestores
– Promover a diversidade no conselho de administração
– Elaborar um balanço transparente para todos os acionistas minoritários
– Não se envolver em casos de corrupção
– Promover remunerações adequadas e condizentes com a carga de trabalho

Se formos analisar a empresa da nossa história, apesar de estar com as finanças saudáveis, ela falha em todas as pontas do ESG. 


Como surgiu o ESG?

É verdade que a sigla ganhou força nos últimos anos, mas o conceito aplicado no ESG já existe há mais de décadas – só não tinha um nome definido.

Em 1971, por exemplo, foi criado o fundo norte-americano Pax Sustainable Allocation Fund Investor Class (PAXIX) e esse fundo não possuía em sua carteira empresas que tinham financiado a Guerra do Vietnã. 

Já a primeira aparição do termo aconteceu em 2004 numa publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial. O nome do documento era Who Cares Wins (Ganha quem se Importa) e falava da importância dos investidores acrescentarem em suas análises os aspectos sociais, ambientais e de governança das empresas. 

De 2004 pra cá, principalmente nos últimos cinco anos, o termo está em alta e as companhias que não se adaptarem as políticas de ESG podem ficar escanteadas na preferência dos fundos e investidores. 


Por que está em alta?

O ESG ajuda a promover uma mudança na mentalidade do mercado financeiro.

Para muitos, a rentabilidade que um ativo pode proporcionar não deve ser maior do que os seus próprios valores pessoais.

Um estudo feito pela PwC em 2020 mostrou que 77% dos investidores entrevistados informaram que pretendem parar de investir nos próximos dois anos em produtos que não tenham uma política de ESG.


Benefícios para o Investidor

Os benefícios do ESG não se concentram apenas nos investidores. Eles alcançam a empresa e também a sociedade.

Para o investidor existe a segurança de investir em uma empresa com gestão transparente e que não vai, por exemplo, fraudar os resultados trimestrais. Essa segurança ocasiona uma melhora da relação risco x retorno. Além disso, você vai estar financiando algo no que acredita e que está alinhado aos seus valores. 

Não podemos nos esquecer do ciclo do mercado financeiro. Quando uma empresa faz um IPO, são os investidores do mercado primário que estão financiando aquele projeto de captação de dinheiro.

Quando chega-se no mercado secundário, são os investidores minoritários que fazem com que esse financiamento continue sendo sustentável e positivo.

Então, nada melhor do que alinhar a parte financeira aos seus valores e não financiar empresas que não respeitam os conceitos do ESG. 

Lembrando que é importante que a empresa cubra os três pilares e não somente um ou outro. 


Benefícios para a Empresa

A nossa fama nos antecede. 

Isso significa que se uma empresa está constantemente envolvida em escândalos e polêmicas, dificilmente os investidores vão investir nela. 

E como você sabe, o mercado financeiro, especificamente a bolsa de valores, funciona em um sistema de oferta e demanda. 

Se a demanda cair, a oferta cai também e consequentemente o valor de mercado da empresa pode despencar. 

Possuir o reconhecimento do setor, do mercado e dos investidores como uma empresa sustentável é muito positivo para a imagem e os negócios de qualquer companhia.


Benefícios para a Sociedade

Se você visitar cidades como Ouro Preto/MG, Mariana/MG ou a região brasileira da Amazônia, vai ver como as atividades de algumas empresas deterioraram e trouxeram graves problemas ambientais e sociais para cada uma delas. 

Possuir uma política ESG é muito benéfico para a sociedade porque é uma oportunidade de restaurar esse meio.

Reduzir a emissão de gases poluentes, reflorestar as áreas desmatadas e investir na comunidade é uma forma de devolver para a sociedade uma parte do que foi retirada dela.

Lembrando também que o que acontece nesses lugares tem o potencial de influenciar em todo o ecossistema do mundo, afinal, o aquecimento global está aí e se os países não fizerem a sua parte, dentro de cem anos, as minhas e as suas gerações futuras vão encontrar um planeta difícil de habitar.


Selos ESG

Oficialmente, não existe uma autarquia responsável por fiscalizar e conferir o selo ESG para as empresas.

O que existe são companhias especializadas que fazem um score das empresas listadas na bolsa (como a MSCI ESG) e, a partir desta análise que é feita utilizando notícias, relatórios divulgados pela própria empresa e relatórios divulgados por organizações não governamentais, o selo é dado ou não.

Então, o selo pode vir de várias companhias e através de métodos de análise diferentes. Isso por si só já mostra que existe um gargalo a ser resolvido dentro da política dos selos.

Além dos selos, existem fundos que só investem em empresas ESG – e aí cada fundo tem a sua própria metodologia e fiscalização.

Apesar de ser um conceito antigo, o crescimento do ESG é recente e consequentemente uma regulamentação mais forte deve vir nos próximos anos. 

Até lá, as empresas que começarem a se adequar a esta política com certeza vão largar na frente. 


Índices Brasileiros

A B3, bolsa de valores brasileira, possui diversos índices que foram criados e são gerenciados por ela própria. 

O mais famoso e que você já deve ter ouvido falar é o IBOV, índice que reúne as empresas mais importantes e mais negociadas do mercado de capitais brasileiro.

O IBOV está dentro da categoria índices amplos. Além dele, existem mais seis categorias: índices de governança, índices de segmento, índices de sustentabilidade, índices setoriais, índices SPDJI/BVMF e outros. 

Isso significa que não existe um índice que analise as empresas a partir dos três pilares do ESG de forma conjunta, mas, existem índices que fazem a análise dos pilares de governança e ambiental de forma separada.

Índices de Governança 

IGCT – Indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia. Ele serve para avaliar empresas que mostram bons níveis de governança corporativa.

Índices de Sustentabilidade

ICO2 B3 – Tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. Para compor a carteira de 2021 a B3 passou a convidar as empresas do IBrX100. Ele serve para avaliar as emissões de gases poluentes apresentado pelas empresas. 


ISE B3 – Indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas selecionadas pelo seu reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial.


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